Você Conhece o Jogo Dobble ?

dobble

O dobble um jogo que atrai e estimula porque permite trabalhar certas habilidades, sem que as pessoas as vejam como tarefas.

Trabalha a atenção (seletiva, mantida etc.), o controle inibitório (quando se quer trabalhar este aspecto pode-se incluir na regra que um erro faz perder a vez de jogar) É indicado para pessoas de todas as idades. O que aumenta a complexidade é a quantidade de figuras por carta.

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Com este jogo pode-se aprender estratégias de busca, comparação de estímulos visuais, associação de semelhanças visuais, classificações, percepção de detalhes, etc.

Permite ainda trabalhar o vocabulário, quando a regra implica em nomear o desenho que se repete ou quando a pessoa tiver dificuldades de nomeação, que apenas indique o objeto igual para depois nomeá-lo, como forma de ampliação da linguagem.

 Como jogar

O Dobble comporta várias formas de jogar e permite inúmeras variações de regras e de quantidade de figuras nas peças, que podem ser criadas de acordo com as características e idades dos jogadores.

O número de cartas depende de quantas imagens ela contém. 57 cartas com 8 imagens em cada uma ou 31 cartas com 6 imagens ou, para crianças pequenas, 13 cartas com 4 imagens. Joga-se entre 2-8 pessoas.

As formas mais comuns de se jogar são estas:

A torre infernal:

  • Reparte uma carta para cada jogador colocando-as viradas para baixo sobre a mesa. No meio da mesa coloca o resto das cartas viradas para cima. Todos ao mesmo tempo viram suas cartas e buscam encontrar a figura que se repete. Quando encontrar deve dizer o nome da figura em voz alta, pegar a carta que está na torre original e começar a criar sua própria torre. Agora devem utilizar a nova carta para encontrar uma figura. O jogo continua até que se acabem as cartas. O vencedor é aquele que tiver a maior torre.

 A  batata quente:

  • Esta versão se joga em várias rodadas. Ao começo deve-se decidir quantas rodadas serão. No máximo cinco. A cada rodada e a cada jogador se distribui uma carta virada para baixo. Depois os jogadores viram suas cartas de modo que fiquem visíveis para todos. Em seguida, cada vez que um jogador vê um desenho em comum entre sua carta e a de outro jogador, nomeia-o em voz alta e se desfaz de sua carta colocando-a em cima da de outro jogador. A partir desse momento, esse jogador que recebeu a carta buscará um desenho em comum entre a carta que recebeu e as dos demais jogadores. Se o encontra, nomeia-o em voz alta e se desfaz de todas as suas cartas colocando-as em cima das de outro jogador. Todo isso o mais rápido possível. Quando o último ficou livre de todas as cartas, as coloca de lado e se começa uma nova rodada, distribuindo uma carta a todos os jogadores. Quando se acabam as rodadas se contam as cartas. Ganha o que tenha menos cartas.

 

  • Repartir todas as peças, exceto uma entre todos os jogadores (normalmente três ou quatro; (se forem mais o jogo perde a graça porque cada jogador receberia poucas peças.) Coloca-se a peça que sobre no meio da mesa e os jogadores devem colocar suas peças em cima a medida que encontram um objeto en comum. Por exemplo, se na peça que está na mesa há panelas e na minha peça há panelas, direi bem alto a palavra panela e colocarei minha peça em cima da outra. Assim, sucessivamente até que alguém fique sem peças. Essa pessoa será a ganhadora;

 

  • Colocar todas as peças de cabeça para baixo, formando uma pilha, no centro da mesa e repartir a cada jogador somente uma carta. A mecânica é similar a anterior, porém, neste caso, tenho que tirar peças do monte (en lugar de desfazer-me delas) e verificar se aquela possui algum figura idêntica ao que tinha na mão. Se tiver, fico com ambas as cartas e pego outra na pilha. Se não tiver, devolvo a carta para a pilha. Ganha o jogo quem tiver, ao final, mais cartas na mão.

 

  • Por exemplo, para crianças de pouca idade ou que tenham dificuldades cognitivas requerem demandas visuais e atenção mais baixa, pode-se colocar todas as peças em cima da mesa e pedir que adivinhem qual se repete. Às vezes faço montes com algumas peças que tenham figuras repetidas (para que aprendam a repartir com um critério) ou trabalho apenas com pares, para que aprendam a lidar com a frustração ou com situações de tensão por estarem competindo.

O dobble pode ser criado com o objetivo que se pretende alcançar. No endereço http://www.fonologica.com.br/blog/2018/05/03/jogo-dobble-para-treino-f-x-v/ a fonoaudióloga Lílian Kotujansky Forte disponibiliza para download um jogo deste tipo para o trabalho com as consoantes F e V.

 Aqui em dobble-de-colores você pode baixar um jogo com frutas, para imprimir. 

Experimente, desfrute, aproveite a oportunidade de brincar e aprender !

 

 

 

Júlia Eugênia Gonçalves
Júlia Eugênia Gonçalves
Psicopedagoga há 41 anos, com formação em mestrado pela UFF./RJ. Carioca, moro em Varginha/MG desde 1996, quando fui contratada pela UEMG para participar de um projeto de formação de professores, depois de ter me aposentado da rede pública federal, onde atuava como docente no Colégio Pedro II. Pertenci ao Conselho Nacional da ABPp de 1997 a 2010. Presido a Fundação Aprender, em Varginha, instituição pública de Direito Privado, sem finalidades financeiras e de utilidade pública.Atualmente tenho me especializado em EaD e suas interfaces com a Psicopedagogia.

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