Qual é o Material de Trabalho do Psicopedagogo ?

Qual é o Material de Trabalho do Psicopedagogo ?

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Verifica-se, pelas redes sociais, que os (as ) psicopedagogos (as)  buscam constantemente por materiais para seu trabalho interventivo relacionado com o processo de aprendizagem. Porém, fica a pergunta: Que materiais são estes ?

materiaisGeralmente a procura é relacionada a jogos e brinquedos que proliferam, principalmente após a pandemia do COVID 19, em lojas virtuais. Vivemos numa sociedade capitalista de consumo e abriu-se um nicho de mercado para os profissionais da Psicopedagogia. Existe um afã no sentido de possuir este ou aquele material para integrar o repertório do consultório, fruto, em grande parte, deste momento histórico que vivemos, o qual ainda se pauta pela competição e posse de bens materiais.

Em relação aos materiais, desde testes até jogos, livros e brinquedos,  visam preencher um  espaço externo relacionado com a área de atuação, mas o espaço interno, aquele que constitui verdadeiramente o profissional, parece que fica descuidado. Preencher o espaço externo  com materiais concretos não é suficiente para construir uma identidade profissional.

Os recursos internos são aqueles que permitem ao psicopedagogo saber o que fazer com os objetos de que dispõe. Sem eles, os materiais são sub utilizados e sua conduta diante do cliente não se torna operativa e profícua.

Investir em cursos de capacitação, de atualização e aperfeiçoamento é uma alternativa de enriquecimento interno, que pode ser mais eficaz profissionalmente. Os materiais podem ser enumerados, contados, ocupam um espaço físico e visível.

O saber  não pode ser contabilizado numericamente , mas se manifesta numa atuação competente, pautada em princípios teóricos reconhecidos e  agrega um valor ao trabalho que material nenhum é capaz de preencher..

 

Júlia Eugênia Gonçalves
Júlia Eugênia Gonçalves
Psicopedagoga há 41 anos, com formação em mestrado pela UFF./RJ. Carioca, moro em Varginha/MG desde 1996, quando fui contratada pela UEMG para participar de um projeto de formação de professores, depois de ter me aposentado da rede pública federal, onde atuava como docente no Colégio Pedro II. Pertenci ao Conselho Nacional da ABPp de 1997 a 2010. Presido a Fundação Aprender, em Varginha, instituição pública de Direito Privado, sem finalidades financeiras e de utilidade pública.Atualmente tenho me especializado em EaD e suas interfaces com a Psicopedagogia.

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